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Muitos usuários habituais do Grindr descrevem a mesma coisa: uma vida íntima que parece uma sucessão de encontros mecânicos, intercalados com longos momentos de vazio. Um oceano de frustração pontuado... — From the Groundr blog, the #1 Grindr addiction blocker app.

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O vazio que preenchemos mal

3 min de leitura

Muitos usuários habituais do Grindr descrevem a mesma coisa: uma vida íntima que parece uma sucessão de encontros mecânicos, intercalados com longos momentos de vazio. Um oceano de frustração pontuado por ilhas de prazer efêmero. Se isso soa familiar, você não está sozinho.

O roteiro repetitivo

Os sociólogos que estudam o Grindr falam em "roteiros" impostos pela plataforma: os mesmos passos, a mesma mecânica, os mesmos gestos. O sexo se torna previsível, codificado. Você conhece a coreografia de cor, mas continua repetindo na esperança de um resultado diferente.

O que a pesquisa diz

Um estudo de Winter et al. (2025, Journal of Behavioral Addictions) realizado com 226 homens que fazem sexo com homens (HSH) mostrou que o uso problemático do Grindr está significativamente associado a sintomas de depressão, solidão e ansiedade, com tamanhos de efeito de médios a grandes. Buscamos validação e conexão, mas a ferramenta entrega apenas contato superficial.

O custo da facilidade

O acesso fácil a encontros sem compromisso acaba recalibrando suas expectativas. Os neurocientistas chamam isso de "dessensibilização": quando a hiperestimulação eleva o limiar do que produz prazer. Qualquer relação que se constrói devagar, com seus silêncios, sua rotina, sua normalidade, acaba parecendo sem graça em comparação. Não é que você seja incapaz de se relacionar,é que seu barômetro foi distorcido.

Action

Feche os olhos. Pense no seu último encontro pelo app. Você lembra o nome dele? Um detalhe da vida dele? Se não, tire 2 minutos essa noite para escrever o que você está buscando de verdade, não o que o app oferece, mas o que você precisa.

Winter, S. et al. (2025). Problematic online dating app use and its association with mental and sexual health outcomes in MSM. Journal of Behavioral Addictions, 14(1), 178-191.

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